<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10980370</id><updated>2011-04-22T05:08:31.906+01:00</updated><title type='text'>ocidental praia</title><subtitle type='html'>grãos de areia e outras impurezas</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ocidentalpraia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10980370/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocidentalpraia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luis Canto Nono</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10980370.post-110898977536978705</id><published>2005-02-21T12:41:00.000Z</published><updated>2005-02-21T12:52:37.260Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>A primeira referência no ficheiro cerebral … “you must remember this…..”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bogart e a Ingrid Bergman, uns franceses com porte ridículo e uns marroquinos tipo “Lawrence da Arábia”; o aeroporto, a chuvinha, o lenço e o sorriso do Armstrong, porque, enfim, sempre gostei de “standards”, embora esteja longe dos meus favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que a realidade contrasta definitivamente com a visão do cineasta. O filme foi rodado noutras paragens e apenas se pode encontrar um café com o famoso nome: Casablanca e não Ricks Bar, mas abastado em referências ao filme (fotos e quejandos). E claro está, um proprietário desejoso de enganar o próximo: - Ah mas claro! O Bogart e as filmagens, e etc.&lt;br /&gt;Mas a verdade é que a Casablanca já não está tão branca assim e a sujidade é uma mancha indelével na paisagem. E o cheiro, forte e nauseabundo, espalha-se por todo o burgo. Duvido que alguma vez a tenham conseguido fazer branca. Para mim será sempre Casabeije.&lt;br /&gt;Desprezado, o Beije tem sido tratado como uma cor de segunda, um branco sujo. Talvez branco manchado pelo pecado. Porque razão a cor do amor não pode ser o beije? Há vermelho no amor, há branco, há rosa – cor igualmente de mistura, ou diluição. Há também o negro e o cinza, mas beije, eventualmente no vestido da noiva ou na camisa do futuro esposo, mas assumido, nunca vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fundo há ironia nesta ausência: Pode beijar a noiva, diz sempre o oficiante no ponto crucial da cerimónia. Está presente mas não se assume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casablanca é um misto de encanto e desespero, de projecto de cidade que podia ter sido bela. As gentes são gentis como sempre, prestáveis – demasiado prestáveis – e cansam de tanto querer comunicar, explicar as tristezas e alegrias do local. É difícil estar só nesta cidade. E apesar de se respirar o ambiente cosmopolita das grandes cidades do mundo – cosmopolita, curioso qualificativo que mais não é do que o direito de se sentir abandonado à sua sorte no meio de estafantes multidões – há sempre alguém a encaminhar-nos, a dizer por aí não, talvez por aqui, a oferecer, diligentes e impositivos, o Rolex e o Cartier, os inefáveis óculos Rayban e outras marcas igualmente pejorativas. O Made in China do nosso quotidiano global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trânsito é qualquer coisa de inexplicável. Como em Argel ou no Cairo. O conceito de trajectória imprevisível, o princípio da incerteza de Heisenberg, deve ter sido uma iluminação do dito senhor depois de visitar estas terras da moirama. Enunciemos então este princípio e avaliem se tenho ou não razão: “ …é impossível determinar com precisão e simultaneamente, a posição e a velocidade de uma partícula. É possível aumentar a precisão na determinação de qualquer uma delas, individualmente (velocidade ou posição) mas à medida que se aumenta a precisão de uma decresce a precisão da outra. Restam-nos assim e apenas, critérios puramente probabilísticos para determinar a posição e velocidade de uma determinada partícula. Só quando as partículas chocam, com libertação de energia é que se consolida o conhecimento da posição e velocidade em simultâneo…”. Ou seja a posição e velocidade das carripanas que se movem no caótico trânsito Casablanquense são impossíveis de determinar com precisão e só quando se espatifam as carretas é que nos é possível consolidar o conhecimento destas variáveis, e das outras que dela decorrem: choros convulsivos e preces histéricas, discussões infindáveis, atributos místicos e desígnios misteriosos do encontro metafísico entre dois objectos rolantes, ausências de seguros e outras surpresas reservadas aos viajantes menos avisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desenganem-se. Feridos ou mortos raramente os há e se outra prova não bastasse da existência de Deus (sentido lato para os monoteístas) bastaria confrontar as estatísticas da sinistralidade automóvel em Casablanca (leia-se número de feridos e mortos em acidentes rodoviários) com a realidade caótica do trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o diabo de Maxwell só não nasceu aqui porque essa história de andar a catar moléculas dá trabalho (ou não negasse ele a 2ª lei da termodinâmica). E trabalho, bom, no sentido ocidental do termo, isto é, actividade produtiva decorrente da aplicação de uma determinada quantidade de energia, é coisa de que a mouraria não quer ouvir falar. Despender energia concerteza. É sempre abençoado por Deus aquele que investe numa actividade. Agora ousar produzir alguma coisa material com a dita actividade, dar-lhe um sentido objectivo, um fim que não seja insondável e algo metafísico, isso é absolutamente destituído de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixemos os fumos das ruelas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se vai ao mercado a coisa muda. O cheiro – mau ou bom – é genuíno. Cheira à infância perdida das idas ao Bolhão. E a cor é um deslumbramento. Se alguma paternidade mundial pode ser assumida por esta terra, deve ser a da cor. Da sua intensidade e luz. Do esplendor cromático dos mercados matinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casablanca não tem muita história. Não é cidade imperial. Tem apenas de seu a expressão da arrogância do rei defunto, a Mesquita da qual desfruto do escritório empoleirado de um arrogante 20º andar, uma visão magnífica e aterradora. Diz-se que o foco laser de que a dotaram foi desligado por interferir com a navegação aérea. Bem talvez quisessem chegar a Allah. Presumo que habitará no céu, como o nosso Senhor Jesus Cristo e restante corte celeste. Afinal espaço ao espaço não falta. Podem conviver no céu todos estes variados deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até à vista,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…e paz na terra aos homens de boa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.&lt;br /&gt;Desligado? Bah, provavelmente avariou! E como sempre arranjou-se, à pressa e mal amanhada, uma desculpa de um qualquer Djinn (Diabo pequenitates e traquina muito abundante nestas terras da moirama) para operar o milagre de extinguir o foco e impôr o seu desígnio transcendente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10980370-110898977536978705?l=ocidentalpraia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocidentalpraia.blogspot.com/feeds/110898977536978705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10980370&amp;postID=110898977536978705' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10980370/posts/default/110898977536978705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10980370/posts/default/110898977536978705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocidentalpraia.blogspot.com/2005/02/primeira-referncia-no-ficheiro.html' title=''/><author><name>Luis Canto Nono</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry></feed>
